quarta-feira, 29 de julho de 2020

O BADALAR DAS HORAS

Madrugada. Três horas da manhâ.
Penso na vida e na morte do jornalista de Covid e trombose cerebral.
Eu que já estive à beira da morte por trombose cerebral, à época sem Covid, escapei sem sequelas físicas.
Não as psicológicas.
Mas escapei aos 63 anos.
O jornalista que estava salvando sua carreira é ceifado por um vírus letal.
Alegre, comunicativo.
Chegou à emissora que em que já despontava para ser um dos melhores.
Acabou tudo em dias.
É os anônimos cerca de mil por dia vão embora.
Deixam saudade.Perplexidades.
Tanto se investiu em armas.
O vírus já poderia ser debelado como a penicilina de Fleming. 
Armas e armas para matar povos pobres em busca de petróleo.
Onde está a cura do ser humano doente?
Ciência faz.O homem desfaz.
A luta é curar o ser humano.
O mistério continua.
Neste universo sem fim.
Dizia Castro Alves.
O Deus O Deus onde estás que não respondes?


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