Meu tio pesquisador da Clinica Mayo na década de quarenta do século XX. Foi um dos maiores médicos brasileiros.Nilson Torres de Rezende.Nasceu no Estado de Pernambuco, na cidade de Nazaré da Mata.Foi para o Rio de Janeiro e formou-se pela UFRJ, antiga Universidade do Brasil, tirando nota dez em todas as matérias do primeiro ao último ano.Um de seus colegas de turma foi o famoso Otorrinolaringologista José Goes.Após sua formatura fez estágio no Hospital da Marinha com o melhor cirurgião da sua época em otorrinolaringologia Davi de Sanson. Este notável cirurgião citado tecia grandes elogios ao seu pupilo."Nilson sabe como extrair umas amígdalas".Com todo o cabedal de conhecimento o jovem médico conseguiu uma bolsa para ser Fellow na Clínica Mayo em Rochester USA.
Nos Estados Unidos da América em um ambiente propício à pesquisa conheceu vários colegas e passou, então, a dedicar-se a neurocirurgia.Em um segundo momento, a vocação de pesquisador lhe aflorou ainda mais e dedicou-se ao trabalho referido na revista Time Magazine, onde na Segunda Guerra Mundial realizou trabalhos notáveis, elogiados, inclusive,por Churchill, Primeiro Ministro da Inglaterra durante a terrível segunda guerra mundial.Ele usou a técnica de retirar orgãos de cadáver e transplantar em seres humanos que haviam sidos perdidos em batalhas. Bracos, pernas, etc e os transplantava, principalmente em soldados.Muitos dos seus trabalhos tiveram êxito e foram publicados no livro de pesquisas da Clinica Mayo na década de quarenta. Trabalhos estes em conjunto com o pesquisador Hiram Essex.
Esta técnica pioneira anos mais tarde foi desenvolvida pelo famoso cirurgião sul-africano, Cristian Barnard, no seu famoso primeiro transplante de coração.
O ilustre pesquisador até o golpe de 1964 era representante do Brasil no Conselho de Pesquisas dos USA, cargo que perdeu com o golpe de Estado de 1964.
Deu aulas e foi professor em várias universidades americanas e no ano de 1954 recepcionou o descobridor da penicilina Alexander Fleming na Academia Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro.Trocava correspondência com o grande gênio da humanidade e este em carta pessoal lhe falou do interesse das pesquisas do brasileiro.Nilson Rezende, foi membro de várias instituições mundiais, como a Academia de Ciência de New York entre outras.No entardecer na sua profícua carreira foi durante alguns anos pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, onde à época com tristeza lamentava o fato de não ter os elementos para realizar pesquisas.Era um crítico severo do regime militar.Homem de grande cultura, ouvindo seus conselhos, muito aprendi.Apesar de viver mais de trinta anos nos USA, jamais teve a ambição da riqueza.Morava sozinho em um pequeno apartamento de quarto e sala no catete, onde faleceu.
Poderia ter clinicado no Brasil e ficado milionário, mas, preferiu a pesquisa como elemento fundamental da sua vida.
Homem de grande humildade sentia-se deslocado no ambiente de descaso da ciência brasileira.
Ler livros de todas as matérias era o seu lazer.Estudava depois de idoso oito horas por dia.Sua biblioteca foi doada à Universidade Sousa Marques do Rio de Janeiro.
Em homenagem póstuma uma Rua do Recife próxima ao Shopping Recife foi denominada Rua Cientista Nilson Rezende.
Não coloco aqui estes dados por questão de vaidade, mas, em razão de ser um sobrinho próximo e ver quantos outros brasileiros ilustres foram esquecidos no tempo, em todas as áreas.Hoje mesmo, muito de nossos patrícios fazem sucesso em muitos lugares do mundo e ninguém os conhece.Na ciência, na música, na literatura, no direito, nas artes etc e morrem sem jamais terem sido mencionados e conhecidos ou homenageados pelo seu país.
Um país que não avança por causa desta politicalha, de golpes malfadados, da corrupção, da falta de patriotismo.Um país que não assiste seus filhos mais frágeis, que lhes nega oportunidade. Haja vista, a elite desinformada em sua maioria, a dominar os meios de comunicação de massa.Mais uma triste página se está escrevendo na história deste país.Um famigerado golpe de estado que desilustra o legado destes gênios anônimos de hoje, de ontem e do futuro.
Para quem viveu já um golpe militar, agora, é surpreendido com um golpe parlamentar, depois, de anos de luta de brasileiros ilustres.
Nada mudou.Dizia meu velho e genial tio." Triste país este meu filho". "Quanta pena sinto da juventude". Repito a frase me dita há mais de cinquenta anos.Quanta pena da juventude.Com este comentário quero também homenagear alguns médicos do passado que conheci.O grande psiquiatra Magalhães Freitas, pai da minha grande amiga de infância Maria Helena, que está no rol dos meus amigos aqui no Facebook.Ao Dr.Oswald de Moraes Andrade grande médico na área da psiquiatria e pesquisador na área das drogas ilícitas, com diversos trabalhos publicados.
Ao grande otorrinolaringologista Mauro Lins e Silva, homem da vanguarda anti-ditadura, o qual me tratava de rinite alérgica na adolescência.
A tantos outros a quem conheci por intermédio do meu tio.
Ao grande jurista Oswaldo Trigueiro ex-Ministro do STF, homem humilde, que me disse certa vez."A maior qualidade de um advogado é ser honesto".
Nada disso escrevo por vaidade e sim por ter assistido na juventude grandes injustiças
Apesar do ambiente perverso da ditadura ali floresceram grandes músicos como Chico Buarque etc.
Grande seres humanos foram humilhados e detratados pela ditadura militar.
Lamentavelmente, agora ocorre o mesmo fenômeno.
Tive a infelicidade de viver a ditadura militar na juventude.Apesar dela passei belos momentos os quais seriam muitas melhores na democracia plena.
Desta feita quando vejo meus filhos viverem o mesmo que passei, em outros moldes, com a mesma frieza e desfazatez, só tenho como experiência a recomendar a todos os jovens que não se iludam com os meios de comunicação, com as falsas afirmações.
Mirem-se no exemplo dos grandes homens de hoje e de sempre.
Nos grandes homens e mulheres humildes aos do maior grau de instrução, contanto que sejam honestos de coração.
Nos Estados Unidos da América em um ambiente propício à pesquisa conheceu vários colegas e passou, então, a dedicar-se a neurocirurgia.Em um segundo momento, a vocação de pesquisador lhe aflorou ainda mais e dedicou-se ao trabalho referido na revista Time Magazine, onde na Segunda Guerra Mundial realizou trabalhos notáveis, elogiados, inclusive,por Churchill, Primeiro Ministro da Inglaterra durante a terrível segunda guerra mundial.Ele usou a técnica de retirar orgãos de cadáver e transplantar em seres humanos que haviam sidos perdidos em batalhas. Bracos, pernas, etc e os transplantava, principalmente em soldados.Muitos dos seus trabalhos tiveram êxito e foram publicados no livro de pesquisas da Clinica Mayo na década de quarenta. Trabalhos estes em conjunto com o pesquisador Hiram Essex.
Esta técnica pioneira anos mais tarde foi desenvolvida pelo famoso cirurgião sul-africano, Cristian Barnard, no seu famoso primeiro transplante de coração.
O ilustre pesquisador até o golpe de 1964 era representante do Brasil no Conselho de Pesquisas dos USA, cargo que perdeu com o golpe de Estado de 1964.
Deu aulas e foi professor em várias universidades americanas e no ano de 1954 recepcionou o descobridor da penicilina Alexander Fleming na Academia Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro.Trocava correspondência com o grande gênio da humanidade e este em carta pessoal lhe falou do interesse das pesquisas do brasileiro.Nilson Rezende, foi membro de várias instituições mundiais, como a Academia de Ciência de New York entre outras.No entardecer na sua profícua carreira foi durante alguns anos pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, onde à época com tristeza lamentava o fato de não ter os elementos para realizar pesquisas.Era um crítico severo do regime militar.Homem de grande cultura, ouvindo seus conselhos, muito aprendi.Apesar de viver mais de trinta anos nos USA, jamais teve a ambição da riqueza.Morava sozinho em um pequeno apartamento de quarto e sala no catete, onde faleceu.
Poderia ter clinicado no Brasil e ficado milionário, mas, preferiu a pesquisa como elemento fundamental da sua vida.
Homem de grande humildade sentia-se deslocado no ambiente de descaso da ciência brasileira.
Ler livros de todas as matérias era o seu lazer.Estudava depois de idoso oito horas por dia.Sua biblioteca foi doada à Universidade Sousa Marques do Rio de Janeiro.
Em homenagem póstuma uma Rua do Recife próxima ao Shopping Recife foi denominada Rua Cientista Nilson Rezende.
Não coloco aqui estes dados por questão de vaidade, mas, em razão de ser um sobrinho próximo e ver quantos outros brasileiros ilustres foram esquecidos no tempo, em todas as áreas.Hoje mesmo, muito de nossos patrícios fazem sucesso em muitos lugares do mundo e ninguém os conhece.Na ciência, na música, na literatura, no direito, nas artes etc e morrem sem jamais terem sido mencionados e conhecidos ou homenageados pelo seu país.
Um país que não avança por causa desta politicalha, de golpes malfadados, da corrupção, da falta de patriotismo.Um país que não assiste seus filhos mais frágeis, que lhes nega oportunidade. Haja vista, a elite desinformada em sua maioria, a dominar os meios de comunicação de massa.Mais uma triste página se está escrevendo na história deste país.Um famigerado golpe de estado que desilustra o legado destes gênios anônimos de hoje, de ontem e do futuro.
Para quem viveu já um golpe militar, agora, é surpreendido com um golpe parlamentar, depois, de anos de luta de brasileiros ilustres.
Nada mudou.Dizia meu velho e genial tio." Triste país este meu filho". "Quanta pena sinto da juventude". Repito a frase me dita há mais de cinquenta anos.Quanta pena da juventude.Com este comentário quero também homenagear alguns médicos do passado que conheci.O grande psiquiatra Magalhães Freitas, pai da minha grande amiga de infância Maria Helena, que está no rol dos meus amigos aqui no Facebook.Ao Dr.Oswald de Moraes Andrade grande médico na área da psiquiatria e pesquisador na área das drogas ilícitas, com diversos trabalhos publicados.
Ao grande otorrinolaringologista Mauro Lins e Silva, homem da vanguarda anti-ditadura, o qual me tratava de rinite alérgica na adolescência.
A tantos outros a quem conheci por intermédio do meu tio.
Ao grande jurista Oswaldo Trigueiro ex-Ministro do STF, homem humilde, que me disse certa vez."A maior qualidade de um advogado é ser honesto".
Nada disso escrevo por vaidade e sim por ter assistido na juventude grandes injustiças
Apesar do ambiente perverso da ditadura ali floresceram grandes músicos como Chico Buarque etc.
Grande seres humanos foram humilhados e detratados pela ditadura militar.
Lamentavelmente, agora ocorre o mesmo fenômeno.
Tive a infelicidade de viver a ditadura militar na juventude.Apesar dela passei belos momentos os quais seriam muitas melhores na democracia plena.
Desta feita quando vejo meus filhos viverem o mesmo que passei, em outros moldes, com a mesma frieza e desfazatez, só tenho como experiência a recomendar a todos os jovens que não se iludam com os meios de comunicação, com as falsas afirmações.
Mirem-se no exemplo dos grandes homens de hoje e de sempre.
Nos grandes homens e mulheres humildes aos do maior grau de instrução, contanto que sejam honestos de coração.

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